Sanda Wushu (Boxe Chinês)

O Sanda pertence ao grupo do Wushu Moderno como uma arte marcial esportiva ou esportivizada, e possui características únicas, que consiste em técnicas traumatizantes de ataque e defesa onde são permitidos golpes com os membros superiores e membros inferiores e técnicas de controle que envolvem técnicas de desequilíbrio, projeção, queda e imobilização. As lutas são realizadas em uma plataforma elevada chamada de “Lei Tai”.

O Sanda foi incluído nos campeonatos mundiais a partir de 1991, ano em que o primeiro conjunto de regras foi publicado pela Federação Internacional de Wushu (IWUF).

O Sanda no Brasil, propriamente dito, teve seu início embrionário em meados dos anos 1980, período em que foram organizados os primeiros torneios de Kung Fu e a organização para a concepção da primeira federação estadual de Kung Fu, momento importantíssimo que ajudou a construir a identidade do Kung Fu Brasileiro e nos colocar entre os melhores do mundo.

“Conhecer a história e a evolução do Sanda é imprescindível para o praticante e obrigação para todo profissional da modalidade”.

Rubens Pinheiro

Nomenclatura

Na década de 1980, no Brasil, os combates dentro do Kung Fu, receberam várias denominações, como: Sanshou, Wushu, Kuoshu e até de Ley Tai. Até hoje, algumas entidades, desatualizadas, utilizam essas denominações.

Após a fundação da International Wushu Federation (IWUF), o Boxe Chinês passou a ser chamado de SANDA (散打), que é o termo oficial. Existem algumas escolas que escrevem com acento na última vogal, ficando SANDÁ. Mas de acordo com o sistema de transliteração Pinyin, não há necessidade de colocar acento. Também é comum a utilização do termo Boxe Chinês para complementar o termo oficial, para facilitar a identificação. O termo SANDA (散打) pode ser traduzida como “mãos livres“, “combate livre” ou “aplicação isolada” e é usada para se referir a um estilo de luta onde as regras buscam traduzir com a maior fidelidade possível de um combate real.

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